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Análise do comportamento: processos e procedimentos

J. C. Todorov

(disponível gratuitamente em nossa biblioteca)
Como definir comportamento?
Os homens agem sobre o ambiente modificando-o (comportamento) e são modificados pelas consequências dessa ação sobre o ambiente (consequência).
Essa frase de B. F. Skinner é simples, direta e poderosa.
Claramente identifica uma interação comportamento-consequência.
Como é possível , então, d e f i n i r comportamento como a interação organismo - ambiente? Autores que usam “comportamento” como sinônimo de “comportamento operante” sem avisar o leitor escrevem que comportamento é a interação organismo-ambiente, consubstanciada na contingência tríplice situação-resposta-consequência. Substituindo “comportamento” por essa definição temos: (A interação organismo-ambiente) é a (A interação organismo-ambiente)- consequência; um absurdo do tipo A é igual a A+B.
Comportamento é muito mais que o operante (operante é uma das
formas de comportamento).
Sua definição como a interação da qual faz parte parece vir de uma confusão entre efeito e consequência. Um mero aceno de mão tem como efeito o deslocamento do ar, alguém acenando de volta é a consequência. Falar “bom dia” tem como efeito a produção de ondas sonoras, alguém responder “bom dia” é a consequência.
Na linguagem leiga identificamos comportamentos por seus efeitos no ambiente e explicamos esses comportamentos por suas consequências. Entretanto, a definição usada por muitos analistas do comportamento toma efeito por consequência.
A confusão parece vir da definição de reflexo por Skinner e por Keller & Schoenfeld. No comportamento reflexo a resposta não pode ser definida sem o estímulo eliciador, nem o estímulo sem a resposta eliciada. O equivalente no comportamento operante é a relação comportamento- efeito, não a relação comportamento-consequência.
Sobre efeito e consequência: correr é comportamento, certo? É definido pelo deslocamento rápido no espaço. Não preciso saber a causa para dizer que correr é comportamento. Já fuga, exercício, alcançar o ônibus são operantes definidos pela função da corrida. Dizemos que a criança está gritando pela intensidade do som produzido (efeito); dizemos que é birra pela consequência – o grito cessa quando a mãe dá atenção à criança. A consequência qualifica (birra) uma definição mais ampla (gritar). O grito é o comportamento, o qual é qualificado pela interação comportamento-consequência. Exemplos semelhantes são milhares: girar a maçaneta (comportamento), abrir a porta (operante); correr (comportamento), pegar o ônibus (operante); correr (comportamento), fugir da chuva (operante), falar (comportamento), mentira (operante).
Esse tipo de análise se aplica a toda a psicologia. Análise do
comportamento é uma visão, não é uma área apenas da psicologia. É uma visão que se aplica a toda área em que se identificar comportamento. Na psicologia ou fora dela, como veremos em alguns capítulos desta coletânea.

João Claudio Todorov (Organizador)

O Olhar do Psicanalista,
crônicas

Carlos Vieira

A produção semanal de crônicas não é para qualquer um. Grandes nomes da literatura e poesia brasileiras dedicaram-se com afinco a esse metier, enriquecendo sobremaneira os leitores dos jornais brasileiros.

Já na era digital, o psicanalista Carlos Vieira iniciou suas crônicas regulares – sob o título "Psicanálise da vida cotidiana" – publicando no Blog do Moreno, do jornalista Jorge Moreno, em 2011, no sítio de O Globo na internet, onde permaneceu até 14 de junho de 2017, quando ocorreu o lamentável falecimento desse jornalista. Nessa ocasião, Carlos recebeu o convite de Ricardo Noblat para continuar produzindo suas crônicas semanais, que passaram então a serem hospedadas, sob o mesmo título, no Blog do Noblat, onde encontra-se até hoje.

Completando, em 2018, 50 anos de consultório, esta (con)vivência com a intimidade do ser humano transforma-se em crônicas permeadas pela literatura universal, onde os autores clássicos espelham o dia-a-dia da vida.

Neste volume os leitores encontrarão crônicas tanto da fase Moreno quanto mais recentes, publicadas no Blog do Noblat, agora hospedado no sítio da revista Veja.

Boa leitura!
Maurício Galinkin (editor)

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